Era mais uma noite normal em Gotham onde eu lutava para sobreviver. Estava cansado, pois passei o dia correndo dos capangas do bandido conhecido como Olho Fundo. Como disse quem sabe em outra oportunidade falo como me encrenquei com esses malandros.
Meu estomago dava sinal que estava vazio com barulhos estrondosos olhei para o lado e vi aquela lanchonete que eu adorava, lá servia o melhor hambúrguer de todos. Coloquei a mão no bolso e vi que não tinha nada e provavelmente teria que roubar para poder comer já que não poderia contar com o abrigo aquela noite.
Ao observar pela vitrine do estabelecimento e vi que tinha apenas três pessoas. Um senhor de cabelos crisalhos tomava um café enquanto lia seu jornal, outro senhor de cabelos quase brancos marcado com uma enorme cicatriz que varava verticalmente seu olho ele era forte e tinha uma cara fechada e mal humorada e numa mesa próxima a vitrine tinha um menino da minha idade mais ou menos que se intretia em seu laptop enquanto comia indisciplinadamente sua batata frita ele parecia àqueles riquinhos almofadinhas e senti inveja dele.
Quando vi aquela comilança toda à fome agora doía e eu tinha que agir logo se quisesse ter forças para sobreviver mais um dia em Gotham.
Entrei de cabeça baixa na lanchonete porem alerta ao ambiente que me cercava. Aproximei da mesa do senhor de cabelos grisalhos e pedi humildemente se ele poderia me pagar uma refeição. O homem levantou a cabeça e por uns instantes ele olhou em meus olhos, eu fiquei extremamente constrangido porque enxerguei muita solidão e sofrimento naquele olhar, e para minha surpresa ele respondeu que eu poderia escolher o que eu quisesse. Agradeci sinceramente ele e fui direto ao balcão para escolher o que comeria, mas enquanto eu me dirigia ao balcão passei do lado da mesa do riquinho e sutilmente peguei umas das revistas que estava na mesa dele.
Sentei no balcão e pedi meu lanche, fui muito mal tratado pela garçonete que me olhava como se eu fosse marginal burro e delinqüente, ignorei a mulher fiz meu pedido e comecei a ler a revista que peguei emprestada do riquinho.
Para meu azar a revista era uma historia em quadrinho do Batman, como odeio esse morcego, aposto que aquele almofadinha deve ser um fã do Batman, pois o Nerd idiota tem uma revista do Batman, veste uma camisa com o emblema do morcego e tem um laptop personalizado do morcego também. Fique extremamente irritado, pois em minha amargura e revolta eu tenho o costume de culpar o Batman e a policia pelas minhas desgraça pessoal por isso fiz questão de não esconder do dono da revista que eu lia ela e não tinha ao menor zelo com ela em relação às gotas de maionese e cathchupe que respingavam nela. Foi quando reparei que outra garçonete olhava com segundas intenções para mim e isso me deixou mais irritado ainda. Odeio essas meninas!!!
Depois de um tempo a confusão se instalou. Sim eu atraio confusão mesmo sou um para raio para ela sim.
O moleque riquinho veio tirar satisfação comigo e numa velocidade na qual eu não contava, afinal é um riquinho sedentário, retirou a revista de minha mão e me acusava de ser ladrão em bom tom para que todos ouvissem.
Para minha sorte o senhor que me pagara um lanche brigou a meu favor.
Aproveitando a confusão eu tentava sair de fininho com a intenção de levar emprestado o laptop na mesa, mas infelizmente o almofadinha escândalo mais uma vez me vira e anunciava minhas intenções.
Para melhor a confusão o homem da enorme cicatriz no olho levantara zangado com a boca toda suja de comida exigindo saber o que acontecia e ele fazia questão de expor seu distintivo da policia e sua arma reluzente no coldre. “maldição, só falta o Batman aparecer aqui...” pensei eu.
Tentei passar a conversa no policia, mas ele era bom e não caiu no meu papo furado de órfão faminto.
Sem que eu o esperasse sacou uma arma e atirou em minha cabeça e tudo apagou.
